As cinco lições de Lady Gaga para um marketing eficaz

 

A excêntrica cantora já conseguiu aquilo que muitas marcas desejam: mil milhões de visitas no YouTube.

Pode parecer brincadeira, mas não é. Há lições de marketing que qualquer marca pode retirar do fenómeno Lady Gaga. Afinal, a cantora de visual e performances provocadoras é a primeira artista a alcançar mil milhões de visitas nos seus vídeos no YouTube. Um trunfo que conseguiu, porque todos os seus ‘vídeoclips’ são pensados em função da dinâmica do YouTube.

De acordo com a Newcast, a responsável pelos conteúdos de marca e entretenimento da Vivaki (do grupo Publicis), as marcas podem aprender com Lady Gaga cinco lições para melhorarem a visibilidade e comunicação com os consumidores.

1. Contar uma história consistente e ter visão
O primeiro passo é saber o que se quer e onde deve estar a marca. Ou seja, há que definir uma visão para o futuro, a qual deve depois ser partilhada por toda a equipa, que a deve conhecer até ao mínimo pormenor, e apoiar.

2. Envolver os fãs numa conversa
Provocar, ouvir e reagir são as palavras-chave para garantir o envolvimento. É quase certo que as pessoas vão gostar de participar se o conteúdo for de qualidade.

3. Ligar o conteúdo
Estabeleça relações com marcas e fornecedores de conteúdos que complementem o seu perfil. A sua personalidade deve ser multifacetada e dar gosto de descobrir e desenvolver.

4. Pescar onde estão os peixes
Os conteúdos gratuitos devem ser virais. Deixe que os utilizadores entrem, renovem, comentem e partilhem o conteúdo onde quiserem. À primeira vista, isto parece algo do senso comum, mas não é. No início do ano, a editora Emi proibiu os fãs da Ok Go de colocar os ‘videoclips’ da banda em blogues ou em ‘sites’ pessoais. Com isso, os filmes do grupo ficaram limitados ao YouTube, perdendo a oportunidade de alcançar maior visibilidade.

5. Reinventar o negócio
Crie relações e parcerias com outras empresas e marcas desde que façam sentido para o seu público-alvo no longo prazo. Foi o que fez Lady Gaga quando expandiu a sua marca com o patrocínio dos ‘batons’ M-A-C e dos ‘headphones’ Heartbeats, e depois assumindo-se como directora criativa da Polaroid. Tudo isso ao mesmo tempo que mantinha os fãs e a visibilidade. Além disso, usou a sua loja ‘online’ com um filtro de doações para o Haiti, que promoveu via Twitter.

by Margarida Henriques (económico online)